Entenda o que é a Pastoral do Dizimo e sua importância

“A Pastoral do Dízimo é a ação eclesial que tem por finalidade motivar, planejar, organizar e executar iniciativas para a implantação e o funcionamento do dízimo, e acompanhar os membros da comunidade no que diz respeito à sua colaboração, em sintonia com a Pastoral de Conjunto na Igreja particular.” (Doc. 106, 36).

O que é o dízimo? (Doc. 106):

 

  • É uma contribuição individual sistemática e periódica dos fiéis, por meio da qual cada comunidade assume corresponsavelmente sua sustentação e a da Igreja.

  • É um compromisso de fé, pois está relacionado com a experiência de Deus.

  • Exprime a pertença efetiva à Igreja, vivida em uma comunidade concreta. Manifesta a amizade que circula entre os membros da comunidade.

  • Diferencia-se do cumprimento de uma lei, por vir de uma decisão pessoal. É compromisso moral.

  • A contribuição do dízimo é sistemática. Isso significa que ela é estável, assumida de modo permanente.

  • É periódico: mensal (ligado ao salário ou outros tipos de ganho); ou anual (ligado a colheitas ou à venda de produtos).

  • O dízimo não pode ser assumido unicamente como forma de captação dos recursos para as outras pastorais. Esta compreensão não expressa toda riqueza de seu significado. (DAp).

Conheça as dimensões do dízimo

A partir do documento 106 elaborado pelo Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o dízimo passa a ter quatro dimensões, sendo elas: religiosa, eclesial, missionária e caritativa. Antes, as dimensões do dízimo eram divididas entre religiosa, social e missionária.

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O significado de cada dimensão:

Religiosa

A primeira dimensão do dízimo é a RELIGIOSA: tem a ver com a relação do cristão com Deus. Contribuindo com parte de seus bens, o fiel cultiva e aprofunda sua relação com aquele de quem provém tudo o que ele é e tudo o que ele tem, e expressa, na gratidão, sua fé e sua conversão. Essa dimensão, tratando da relação com Deus, insere o dízimo no âmbito da espiritualidade cristã. A partir da relação com Deus, a relação com os bens materiais e com seu correto uso, à luz da fé (Lc 12,15-21; 1Tm 6,17-19) ganha novo significado. A consciência do valor desses bens e, ao mesmo tempo, de sua transitoriedade, leva os fiéis, ao contribuírem com o dízimo, à experiência de usar os bens materiais com liberdade e sem apego, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6,33).

*As dimensões do dizimo, pag. 22 a 24. Documento 106, “O Dízimo na Comunidade de Fé – Orientações e Propostas” CNBB (2016).

Os fundamentos bíblicos do dízimo

A principal fundamentação do dízimo encontra-se na Sagrada Escritura. E antes de tudo, é preciso recordar que a Revelação divina é progressiva e orientada para Cristo. • A decisão de contribuir com o dízimo nasce de um coração agradecido por ter encontrado o Deus da vida e experimentado a beleza de sua presença amorosa no dia a dia. • Deus é o Senhor de tudo, o proprietário da terra de onde provém o alimento e a fonte de toda bênção (Lv 25,23; Sl 24,1).

 

Patriarcas: dízimo é gratidão • Gn 14,17-20: Abrão decide dar a Melquisedec o dízimo de todos os despojos oriundos de sua vitória. • Gn 28,18-22: Jacó se dispõe a oferecer o dízimo como resultado de sua experiência com Deus em Betel. • O dízimo é oferecido como reconhecimento e gratidão pela dádiva de Deus que abençoa e acompanha aquele que a Ele se confia.

 

Moisés: o dízimo como preceito “Todo dízimo do país tirado das sementes da terra e dos frutos das árvores pertence ao Senhor como coisa consagrada” (Lv 27,30). Assim decorrem alguns elementos significativos: 1. Sustenta os levitas pelos serviços litúrgicos prestados e por não terem parte ou outra herança entre os filhos de Israel (Nm 18,21-32; Dt 12,12; 14,27). Os levitas davam o dízimo ao sacerdote – Nm 18,26.

 

Nos Evangelhos: • As menções se referem à prática da religião judaica no tempo de Jesus. • Na linha profética, Jesus opõe-se ao comportamento dos fariseus e escribas por se preocuparem em dar o dízimo da hortelã, do coentro e do cominho mas, negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fé (Mt 23,23; Lc 11,42). • Os discípulos o “ajudavam com seus bens” (Lc 8,1-3). • Os discípulos tinham uma “bolsa comum” (Jo 13,29).

 

Nas primeiras comunidades cristãs: • O que cada um possuía era posto a serviço dos outros. Eram perseverantes: em ouvir o ensinamento dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. (cf At. 2,44-47) • Por livre decisão: “a partilha não era imposta pelos apóstolos, mas expressão natural do amor a Cristo e aos irmãos” (CNBB Doc. 100 n. 84).

 

Coletas feitas para ajudar os que, na Judeia, sofriam durante a “grande fome”, eram modelos de uma prática que se tornou recorrente entre as comunidades cristãs (At 11,29; Rm 15,26-27; 1Cor 16,1-4; 2Cor 8-9; Gl 2,10). Essas coletas são uma das formas que a partilha de bens assumiu e inspiram a dimensão caritativa do dízimo. • O apóstolo Paulo ensina que cada fiel deve dar “como dispôs em seu coração” pois “Deus ama a quem dá com alegria” (2Cor 9,7). O cristão é chamado a contribuir pela consciência que tem de ser servo de Cristo (1Cor 7,22) e por saber que ele não pertence a si mesmo (1Cor 6,19).

 

No conjunto do Novo Testamento, se torna clara a continuidade das três finalidades que o dízimo tinha na legislação mosaica (sustento dos levitas e sacerdotes, socorro aos necessitados, manifestação do temor de Deus. A diferença principal está na motivação (não é mais por força da lei, mas pela decisão livre de consciência.) • Este percurso bíblico leva a perceber que a consciência do dízimo parte do reconhecimento a Deus e da gratidão a ele. Assim, tanto a décima parte – prescrita no Antigo Testamento -, como a partilha dos bens – praticada pela primeira comunidade cristã, são formas diferentes da mesma atitude que brota da fé.

Entre os mandamentos da Igreja também está o dízimo:

Participar da missa nos domingos e festas de guarda.

Oração do dizimista  

 

Recebei, Senhor, o meu dízimo

Não é uma esmola, porque não sois Mendigo.

Não é uma simples contribuição, porque não precisais dela.

Esta oferta, Senhor, representa meu reconhecimento,

minha gratidão e amor por tudo o que me destes,

é minha partilha com quem tem menos,

é meu esforço para o sustento da comunidade.

Se tenho, é porque Vós me destes.

 

Amém!

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